Cupuaçu
(Theobroma grandiflorum (Willd. ex.
Spreng.) Schum.)

O cupuaçuzeiro (Theobroma
grandiflorum (Willd. ex. Spreng.)
Schum.) é uma planta de boa adaptação à
sombra o que a torna uma planta apropriada
para formação de consórcios com outras
espécies frutíferas ou florestais. Este
sistema proporciona bons resultados
econômicos e ecológicos permitindo uma
exploração com maior sustentabilidade.
Portanto, torna-se uma alternativa válida
para a diversificação da fruticultura
comercial, sem provocar fortes impactos
ambientais ( Gilberto de Andrade Fraife
Filho, CEPLAC).
Clima e solo ideal:
É cultivado em regiões que apresentam
temperaturas médias anuais superiores a
22ºC, pluviosidade acima de 1500 mm, bem
distribuídas e umidade relativa acima de
75%. Os solos mais recomendados são os
areno-argilosos, profundos e com boa
drenagem (Venturieri,1993).
Propagação:
A princípio as sementes deverão serem
germinadas em um canteiro contendo areia
lavada e/ou terra destorrada.
Normalmente a germinação inicia aos dez
dias e a repicagem para os sacos plásticos
deverá ser feita quando as mudas atingirem
vinte centímetros de altura, fazendo
seleção das mudas por desenvolvimento,
formação e estado de sanidade. Os
canteiros deverão ter no máximo 20 metros
de comprimento, de 1 m a 1.20 m de
largura, e altura entre 20 cm a 30 cm,
para facilitar o manejo. (Coral,2000).
Mais Informações:
Dentro
do gênero Theobroma, o fruto do cupuaçu é
o que apresenta maior tamanho, sendo sua
polpa utilizada na elaboração de sucos,
sorvetes, picolés, geléias, iogurtes,
doces e compotas. As análises de polpa
revelam excelentes características e
teores médios de fósforo e de vitamina C
superiores a muitas outras polpas de
frutas (Calzavara, 1987). Das espécies do
gênero Theobroma, o cacau e o cupuaçu
formam a dupla de maior importância, tanto
no que se refere à situação econômica como
nos aspectos sociais. O cupuaçu é
tradicionalmente cultivado com maior
freqüência, em pequenas propriedades,
ocupando mão-de-obra familiar e,
geralmente, consorciado com outras
culturas. Na pequena propriedade pode ser
consorciado, no primeiro ano com a
mandioca, milho, feijão, bananeira ou
mamoeiro, proporcionando receita durante a
fase jovem do cultivo, culminando com a
melhoria da qualidade de vida dos pequenos
produtores ( Gilberto de Andrade Fraife
Filho,
CEPLAC/Cepec-Itabuna-BA).
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